Êta vizinhança...

Margarina é uma daquelas pessoas que conhece toda a vizinhança. Faz cinco décadas que mora na mesma casa. E há 30 anos é conselheira na sua região.

No ano retrasado o Sr. Requeijão, sem querer, atropelou o cachorro de estimação da Dona Sardinha. Sua filha, Gelatina, nunca mais olhou para ele. Esqueci de mencionar que foi o Senhor Requeijão que levou a D. Sardinha ao hospital para ter a sua filha, há 10 anos, pois seu marido, enfim, ninguém sabe dele a não ser D. Margarina.

Após este evento o seu Requeijão pediu perdão à Senhora. Esta perdoou, mas com aquele perdão mal perdoado. Acho que só falou perdão da boca para fora.

A rua toda assiste a relação entre os dois vizinhos e, principalmente, D. Margarina.

Mês passado o Sr. Requeijão novamente pediu desculpas à D. Sardinha e sua filha. Pois ele percebia que as duas tinham mudado completamente suas atitudes desde o acontecimento. Inclusive propôs a comprar um novo animal de estimação. Mas ela, nem deu bola. Apenas tem dito que era para ele ficar na dele.

D. Margarina estes dias leu uma frase de Shakespeare: "Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra". No ato lembrou-se dos dois vizinhos. Não sei por quê? Será que a vizinha deixou de ser amiga dele só por causa de um acidente? E os anos de amizade entre os dois, não conta? E se ela que tivesse atropelado o gato de estimação do Sal, filho do Sr. Requeijão? Aí seria outra história, confirma D. Margarina...

Agora...

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