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Mostrando postagens de novembro, 2021

Sobre Montéquios e Capuletos

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Matrimônios fragilizados Casamentos de famílias intrigadas Casamentos à Montéquios e Capuletos Entrelaces desenlaçados Brilhantes nubentes ofuscados Apagando chamas Socorrendo intrigas Estancando feridas que  em festas cercadas a ópio Ricocheteiam nos Ah! e Oh! Você viu? Infamidades... Resultam ritos gelados do tom assistente eclesial Abençoados noivos pelas belas escritas palavras,  promessas e bênçãos celestiais  cumprem-se apenas o papel social, enfim um só. Um só!  Um só corpo, uma nova família, uma nova possibilidade. Despedem Montéquios e Capuletos  após a festa nupcial  Com brechas, fofocas e lembranças de dedos em riste A esperança de que a união não precisaria ser válida  e que as cicatrizes familiares  antes suturadas pelas bênçãos da nova santa união no altar. Tristes famílias se rebelam  e os neonubentes mal esperam para a calmaria daquele pedido  ainda de namoro retornar Mal esperam que unidos pelas trincheiras,  Monteq...

Fugindo do Solipsismo

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Chega um momento na vida em que o umbigo inflama, não dá conta de sustentar castelos construídos na infância, teorias, contos, fábulas, tradições que passam a ser peneiradas e tornam-se novas orações. Sacudidas, as botas empoeiradas e calejadas, vividas, mancham estradas antes inexploradas. Dão novos passos, convocam ouvidos interrompidos, e retiram os olhos fixantes ao ermo, costumados em vislumbrar migalhas solitárias, para novos tons, cores, sons, novas concepções. Chega um momento na vida em que luzes são acesas, verdades imprecisas se apresentam claras às mesas, convites, propostas, encontros, contradições. O OUTRO atravessa e ofusca o fluxo fundo e figura de um anti-herói que se infligia a dormir num panteão. Histórias, estórias, manias, traumas, contos da família entram, sentam na borda das vivências sem pedir permissão. Ofuscam o imaginário, fazem as pazes, dão um forte abraço, quebram o protagonista bobão. Desnudam a realidade e ofertam novos ares, elos, halos, e...

Sobre um eco na minha história

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a PALAVRA forja a miudeza da minha vida se ENCARNA na minha história não como adereço empoeirado na estante de um guarda-roupa usado de um quartinho de edícula não para que se encarda com o tempo, amareleça sem vigor, mas para fomentar novos passos, perscrutar o sentido diário, constante, num ECO da história da VIDA que toca paulatinamente os segundos do meu viver. Foto: Café Doce Lembranças CG Escultura: Large Head ( Peter Burke/ING ) Escrito num post-it, num dia de angústia, numa ânsia de viver.