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Mostrando postagens de junho, 2021

Sísifos

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Assistindo a defesa da dissertação da Ray, fui relembrado do mito de Sísifo, pois é... Vejo tantos Sísifos, como os vejo... Carregam pesadas vidas nem mais estrebucheiam. Adotam agendas lotadas altamente programadas corcundas de vidas alheias. Vidas, por certo, sem graça das que caminham às margens com traças andam sem si, vagueiam. Vislumbram salvar um mundo pobres adúlteros sem rumo nem seus pensamentos peneiram só reproduzem, youtubanejam. Mirabolam teorias, reforçam as hipocrisias vendem seus tempos, comercializam relações  Regam o caos no devaneio, na ilusão. Tantos Sísifos, como os vejo... Pesados destinos, rotineiros Perderam o controle do essencial. Recordem, devolutos homens! Revolvem vossas pedras ao léu. Construamos um caminho no caminho pois o dom da Vida há de ser mais que isso É ser mortal. Sísifo , de Tiziano, 1549

Sobre o que Clara entoou

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Ei, Clara! Vejo que bem entoou "E de guerra em paz, de paz em guerra Todo o povo dessa terra Quando pode cantar, canta de dor" Somos ainda esse Canto O canto sofrido de vidas devastadas Que podia trascender em alegria Mas ainda soa Com o um soluçar de dor __ Fico pensando como é o ápice da composição. O mistério de poucas letras conformar o escândalo, as brincadeiras das palavras, o estonteante oxímoro da vida. Na letra de Mauro Duarte e Paulo Pinheiro, este Canto das Três Raças na voz de Clara Nunes tem me tirado do chão por esses dias. Muito cabuloso! Capa do LP/CD - CANTO DAS TRÊS RAÇAS (1976 - Odeon)