Sobre a violência religiosa com idosos
[...] E nos dias derradeiros
em que a Irmã Morte se espreita
à Jerusalém Celeste se enseja
O véu da Fé se rompe
A ausência, violência se personifica
Bençãos, preces e orações
a chama vagarosamente se apaga
e a tradição de uma vida inteira se cala (ou é calada)
O Dízimo cai em outras mãos
Não se comunga em comunidade
O silêncio do sacrário se esvai em outras confissões.
E, por trás, traças sabotadoras chegam
Com carnês de moradas do céu
besuntados de alcatrão.
Conheço casos de idosos que foram obrigados a deixarem suas tradições religiosas e celebrativas ao final da vida para confessar a fé em outros espaços de interesse comum. O problema é que esse interesse "comum" tem sido conveniência de terceiros. Que violência!
Um deles parecia-me que o cartão de crédito e a aposentadoria foram mais importantes que a própria fé convertida. Para o Céu, para o Céu, será que triunfará? Poucas visitas às celebrações e muitas visitas para recolher as ofertas e dízimos.
Noutro caso foi pelo comodismo de não precisar levar a pessoa sem condições físicas ao templo dominical. Ela não entende mais. Não precisa. Todo pranto acabará certamente, mas que violência!
Outro ainda foi por assistir a pessoa para não morar sozinha, precisou levá-la para morar junto. E, como na casa são de outra fé, foi muito importante que a pessoa se "adaptasse" a quem estava "custeando" tudo. Agora ela está salva. Que vergonha!
No fim da Vida, às Portas do Céu, valei-me Pai Misericordioso. Ainda não sabem o que fazem!

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