Sobre a violência religiosa com idosos

[...] E nos dias derradeiros 

em que a Irmã Morte se espreita 

à Jerusalém Celeste se enseja

O véu da Fé se rompe


A ausência, violência se personifica

Bençãos, preces e orações

a chama vagarosamente se apaga

e a tradição de uma vida inteira se cala (ou é calada)


O Dízimo cai em outras mãos

Não se comunga em comunidade

O silêncio do sacrário se esvai em outras confissões.


E, por trás, traças sabotadoras chegam

Com carnês de moradas do céu

besuntados de alcatrão.



Imagem de pvproductions no Freepik

Conheço casos de idosos que foram obrigados a deixarem suas tradições religiosas e celebrativas ao final da vida para confessar a fé em outros espaços de interesse comum. O problema é que esse interesse "comum" tem sido conveniência de terceiros. Que violência! 

Um deles parecia-me que o cartão de crédito e a aposentadoria foram mais importantes que a própria fé convertida. Para o Céu, para o Céu, será que triunfará? Poucas visitas às celebrações e muitas visitas para recolher as ofertas e dízimos. 

Noutro caso foi pelo comodismo de não precisar levar a pessoa sem condições físicas ao templo dominical. Ela não entende mais. Não precisa. Todo pranto acabará certamente, mas que violência! 

Outro ainda foi por assistir a pessoa para não morar sozinha, precisou levá-la para morar junto. E, como na casa são de outra fé, foi muito importante que a pessoa se "adaptasse" a quem estava "custeando" tudo. Agora ela está salva. Que vergonha!

No fim da Vida, às Portas do Céu, valei-me Pai Misericordioso. Ainda não sabem o que fazem!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sabe o santo da São Francisco?

Às flores da sacristia