Manche de sangue nossa história
Em que momento, nesses últimos anos, deixei o Outro se transformar em inimigo, alien, forasteiro? Em que momento caí no relapso de deixar famílias inteiras indefesas, morrerem ao relento de um mar em fúria? Em que momento deixei crianças serem afastadas dos pais, ou morrerem indefesas ainda no útero indigesto de suas mães? Em que momento, "acordei" pra dizer que esta terra é só minha e o outro que morra sozinho na estrada, longe daqui para os que não têm condições, só gringos, de preferência. Claro, para não aparecer para os outros que eu não sou um país hospitaleiro formado desde a origem por imigrantes! Brasil, suje mais uma vez, tal qual seu nome, de vermelho sangue nossa memória. #Alteridade #Dignidade #Humanidade Como gosto de uma fala que está nesse livro . Fonte: Gestalt Paraná