Sobre a violência religiosa com idosos
[...] E nos dias derradeiros em que a Irmã Morte se espreita à Jerusalém Celeste se enseja O véu da Fé se rompe A ausência, violência se personifica Bençãos, preces e orações a chama vagarosamente se apaga e a tradição de uma vida inteira se cala (ou é calada) O Dízimo cai em outras mãos Não se comunga em comunidade O silêncio do sacrário se esvai em outras confissões. E, por trás, traças sabotadoras chegam Com carnês de moradas do céu besuntados de alcatrão. Imagem de pvproductions no Freepik Conheço casos de idosos que foram obrigados a deixarem suas tradições religiosas e celebrativas ao final da vida para confessar a fé em outros espaços de interesse comum. O problema é que esse interesse "comum" tem sido conveniência de terceiros. Que violência! Um deles parecia-me que o cartão de crédito e a aposentadoria foram mais importantes que a própria fé convertida. Para o Céu, para o Céu, será que triunfará? Poucas visitas às celebrações e muitas visitas para recolher as ...