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Mostrando postagens de julho, 2023

Sobre a violência religiosa com idosos

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[...] E nos dias derradeiros  em que a Irmã Morte se espreita  à Jerusalém Celeste se enseja O véu da Fé se rompe A ausência, violência se personifica Bençãos, preces e orações a chama vagarosamente se apaga e a tradição de uma vida inteira se cala (ou é calada) O Dízimo cai em outras mãos Não se comunga em comunidade O silêncio do sacrário se esvai em outras confissões. E, por trás, traças sabotadoras chegam Com carnês de moradas do céu besuntados de alcatrão. Imagem de pvproductions no Freepik Conheço casos de idosos que foram obrigados a deixarem suas tradições religiosas e celebrativas ao final da vida para confessar a fé em outros espaços de interesse comum. O problema é que esse interesse "comum" tem sido conveniência de terceiros. Que violência!  Um deles parecia-me que o cartão de crédito e a aposentadoria foram mais importantes que a própria fé convertida. Para o Céu, para o Céu, será que triunfará? Poucas visitas às celebrações e muitas visitas para recolher as ...

Procura-se um quadro no Horto

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Procura-se um quadro no Horto! Procura-se um quadro no Horto!  Retrata uma bela musa sentada com olhos fitos e serenos. Hipnotizantes!  Ajude-me, meu caro, minha cara!  Estava lá, na porta da biblioteca do Horto Florestal,  perto da entrada que desemboca na 26 de agosto. Quase em frente da antiga porta do SENAC. E eu juro que por dias, me cumprimentou.  Claro que me cumprimentou! Fiquei extasiado, embriagado ao conhecê-la!  Ou era delírio pós-almoço?  Não, não! Não poderia ser.  Aqueles olhos me encontraram e hoje sinto sede de vê-los. Onde estão guardados, será que ainda está sentada aos pés da escada? Ou na minha "coleção"? Procura-se um quadro no horto! Procura-se aquele quadro no Horto! Imagem de master1305 no Freepik Em 2007, início do ano, estava me acostumando com a rotina de jovem aprendiz - dias de trabalho no Portal Educação e tardes de formação em aprendizagem comercial no SENAC, ali na 26 de agosto. Quando a empresa já tinha saído da R...

Sobre solitários de casa cheia

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Sobre os solitários de casa cheia tenho palavras. Nesta caminhada tenho encontrado líquidos afetos que se estampam em posts cheios de efeitos e músicas estrangeiras; selfies que buscam comentários, curtidas, os que se decoram de pinks e cordeiros. Por trás de risos amarelados e lentes de contato, apresentam corpos esculpidos por tratamentos não recomendados. Suas angústias transparecem em chás, aromas, fumos e tarjas pretas; doses diárias de álcool, agressividade sofisticada, olhos semicerrados, sem atenção concentrada, ou melhor, focados em apps - avaliar a vida alheia. Casa de ossos ressequidos que se trombam em horários incomuns, sem cortesias; segregados, gélidos de rituais individualizados. Lugar de cafés gelados deixados na pia, copos quebrados ao lado de pães amanhecidos na mesa e mofo de arroz carreteiro esquecido na geladeira - motivo de farpas por um ano inteiro; atrasados, de feios olhares, acabam que atravessam as rotinas passageiras. As festas e celebrações duram poucas h...