Sísifos

Assistindo a defesa da dissertação da Ray, fui relembrado do mito de Sísifo, pois é...

Vejo tantos Sísifos, como os vejo...
Carregam pesadas vidas
nem mais estrebucheiam.

Adotam agendas lotadas
altamente programadas
corcundas de vidas alheias.

Vidas, por certo, sem graça
das que caminham às margens com traças
andam sem si, vagueiam.

Vislumbram salvar um mundo
pobres adúlteros sem rumo
nem seus pensamentos peneiram
só reproduzem, youtubanejam.

Mirabolam teorias, reforçam as hipocrisias
vendem seus tempos, comercializam relações 
Regam o caos no devaneio, na ilusão.

Tantos Sísifos, como os vejo...
Pesados destinos, rotineiros
Perderam o controle do essencial.

Recordem, devolutos homens!
Revolvem vossas pedras ao léu.
Construamos um caminho no caminho
pois o dom da Vida há de ser mais que isso
É ser mortal.

Sísifo, de Tiziano, 1549


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